Presidente da Colômbia visita cidade onde surgiram as Farc

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Leandra Felipe

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, visitou neste domingo a cidade de Marquetalia, onde surgiram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e pediu que a guerrilha abandone as armas e renuncie à violência.

“Aqui, onde as Farc nasceram há 47 anos, eu lhes envio uma mensagem: desmobilizem-se, deixem as armas e renunciem à violência e ao terrorismo”, disse Santos.

Esta foi a primeira vez em que um chefe de Estado visitou a região onde as Farc surgiram.

“Nós estamos prontos para dar-lhes uma oportunidade na vida civil”, afirmou o presidente em uma base militar.

Marquetalia fica no Departamento (Estado) de Tolima, no centro-oeste da Colômbia.

“Estou aqui hoje graças ao trabalho do Exército. Esse lugar é muito importante para as Farc e estar aqui significa que a política de Segurança Democrática tem conquistado resultados, ou seja, não existem mais regiões vedadas para a força pública”, disse o presidente.

Santos afirmou que a guerrilha das Farc está cada vez mais enfraquecida.

Segundo ele, neste último ano, cerca de 4.500 integrantes do grupo foram mortos, capturados ou desmobilizados.

A declaração do presidente foi feita depois que o diretor local da Cruz Vermelha Internacional, Christophe Beney, ter dito, em entrevista ao jornal El Tiempo, que acredita tanto o governo como as guerrilhas querem a paz.

“Estão criando um entorno favorável no governo, guerrilha e opinião pública para que a paz neste país possa ser conquistada pela via do diálogo e não pelas armas”, disse.

Fonte: BBC Brasil

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Guerrilheiros das Farc morrem após bombardeio a acampamento

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Dez guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – entre os quais estaria o chefe de uma frente – morreram após uma operação conjunta da Força Aérea Colombiana (FAC) com a polícia, no departamento de Nariño, fronteira com o Equador, segundo foi divulgado nesta quinta-feira.

O site do periódico Diario del Sur, o principal dessa região da Colômbia, destaca que os guerrilheiros mortos pertenciam à frente 48 das Farc e que foram bombardeados quando estavam em um acampamento situado na zona rural de Ipiales. A versão precisa que o ataque aéreo aconteceu na noite da quarta-feira no setor compreendido entre La Estrella e Santa Bárbara, perto da fronteira com o Equador.

Entre os mortos estaria o comandante da frente 48, conhecido como “Euclides”, que sucedeu ao guerrilheiro conhecido como “Oliver Solarte”, abatido pelas forças militares no início deste ano. Quatro corpos de supostos guerrilheiros já foram resgatados e levados ao vizinho departamento de Putumayo, onde serão feitas as autópsias.

Em Bogotá, fontes militares e policiais consultadas pela Agência EFE asseguraram que houve um bombardeio contra um acampamento das Farc nas cercanias da fronteira com o Equador, mas disseram que os detalhes serão fornecidos logo mais pelo próprio ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

Fonte: EFE via Defesanet

EUA classificam 4 membros do governo venezuelano como narcotraficantes

 

WASHINGTON – O governo dos EUA incluiu um general, dois congressistas e um importante funcionário da inteligência da Venezuela em sua lista de narcotraficantes, por sua suposta colaboração com os guerrilheiros colombianos das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o tráfico de drogas e armas.

O Departamento do Tesouro divulgou um documento no qual acrescenta à lista de narcotraficantes o general do Exército Antonio Alcalá Cordones, o representante da Venezuela no Parlamento Latino-Americano Amílcar Figueroa, o funcionário da inteligência Ramón Madriz e o congressista Freddy Bernal.

O documento destaca o Figueroa como “o principal provedor de armas e contato com os líderes das Farc estabelecidos na Venezuela”, enquanto que o general Alcalá Cordones é acusado de “usar sua posição para estabelecer uma rota” para troca de armas por drogas. Bernal, que foi prefeito da capital Caracas, “teria facilitado a venda de armas” entre o governo venezuelano e as Farc e Madriz “tem coordenado a segurança” para a organização colombiana, que Washington classifica como terrorista.

Como consequência da inclusão dos nomes à lista de narcotraficantes, qualquer bem que os venezuelanos possam ter nos EUA são congelados e cidadãos americanos são proibidos de realizar transações com eles.

“A decisão de hoje expõe quatro funcionários do governo venezuelano como colaboradores chaves de armas, segurança, treinamento e assistência de outro tipo às operações das Farc na Venezuela”, disse o diretor da divisão de controle de ativos do Departamento do Tesouro Adam Szubin. Segundo ele, o Tesouro “vai continuar a se concentrar nas estruturas de poio das Farc na Venezuela e na região”.

Em 2009, o Tesouro americano emitiu uma medida similar contra o ex-ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín e os chefes do serviço de inteligência Hugo Carvajal Barrios e Henry Rangel Silva.

 

REAÇÃO VENEZUELANA

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou o anúncio do governo americano e afirmou que essas novas acusações são parte de uma agenda permanente de agressão dos EUA contra o governo do presidente Hugo Chávez.

“Se você analisar a história das pessoas que dirigem o Departamento do Tesouro dos EUA, veremos que eles estão envolvidos em vários crimes contra a humanidade porque são os responsáveis por toda a política econômica que destrói a humanidade neste momento”, disse Maduro durante um evento em um hospital em Caracas. “Esse Departamento do Tesouro está desqualificado do ponto de vista moral, político e técnico para qualquer tipo de opinião”, acrescentou.

Fonte: Associated Press via Valor Econômico