Processo que anulou provas da PF na Boi Barrica correu em tempo recorde

Processo que anulou provas da PF na Boi Barrica correu em tempo recorde.

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Processo que anulou provas da PF na Boi Barrica correu em tempo recorde

Clipping

Felipe Recondo

Relator do caso no STJ demorou apenas seis dias para elaborar seu voto em prol dos réus, acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de influência

O julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou as provas da Operação Boi Barrica tramitou em alta velocidade, driblando a complexidade do caso, sem um pedido de vista e aproveitando a ausência de dois ministros titulares da 6.ª turma. O percurso e o desfecho do julgamento provocam hoje desconforto e desconfiança entre ministros do STJ.

Uma comparação entre a duração dos processos que levaram à anulação de provas de três grandes operações da Polícia Federal – Satiagraha, Castelo de Areia e Boi Barrica – explica por que ministros do tribunal reservadamente levantam dúvidas sobre o julgamento da semana passada que beneficiou diretamente o principal alvo da investigação: Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

A mesma 6.ª Turma que anulou sem muitas discussões as provas da Operação Boi Barrica levou aproximadamente dois anos para julgar o processo que contestou as provas da Castelo de Areia. A relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, demorou oito meses para estudar o caso e elaborar seu voto.

O processo de anulação da Satiagraha tramitou durante um ano e oito meses no STJ. O relator, Adilson Macabu, estudou o processo por cerca de dois meses e meio até levá-lo a julgamento. Nos dois casos, houve pedidos de vista de ministros interessados em analisar melhor o caso.

O relator do processo contra a Operação Boi Barrica, ministro Sebastião Reis Júnior, demorou apenas seis dias para estudar o processo e elaborar um voto de 54 páginas em que julgou serem ilegais as provas obtidas com a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados. E de maneira inusual, dizem ministros do STJ, o processo foi julgado em apenas uma sessão, sem que houvesse nenhuma dúvida ou discordância entre os três ministros que participaram da sessão.

O caso chegou ao STJ em dezembro de 2010. No dia seguinte, a liminar pedida pelos advogados foi negada pelo então relator do processo, o desembargador convocado Celso Limongi. Em maio deste ano, Limongi deixou o tribunal. Reis Júnior foi empossado em 13 de junho e no dia 16 soube que passaria a ser o responsável pelo processo.

Apenas três ministros participaram da sessão da 6.ª Turma da semana passada. Um deles foi escolhido de outra turma para completar o quórum e viabilizar o julgamento. Somente Reis Júnior e o desembargador convocado Vasco Della Giustina integravam originalmente a 6.ª Turma.

Fonte:  Estado de São Paulo

Marinha realiza Inspeção Naval no Paraná durante a Operação “Ágata 2”

No dia 16 de setembro, primeiro dia da Operação “Ágata 2”, a Marinha do Brasil realizou Inspeção Naval nos Rios Paraná e Iguaçu e no Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Foram cumpridas pelo Helicóptero UH-12 “Esquilo” tarefas de ligação e observação, com embarque de um observador do Exército Brasileiro, bem como abordagem de quatro embarcações, pelas lanchas da Capitania Fluvial do Rio Paraná.

Ações de Inspeção Naval também foram realizadas entre as cidades de Guaíra e Mercedes, no Paraná, pelas equipes da Delegacia Fluvial de Guairá, durante todo o dia 16, quando foram abordadas 16 embarcações, sendo uma notificada por problemas na documentação.

Fonte: Marinha do Brasil

Amorim abrirá ciclo de debates sobre política de defesa

Uma audiência pública com o novo ministro da Defesa, Celso Amorim, deverá abrir no dia 29 de setembro o terceiro ciclo de palestras sobre os Rumos da Política Externa Brasileira, promovido desde abril pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Depois do primeiro ciclo dedicado ao tema da Geopolítica e das Relações Internacionais e do segundo ciclo, ainda em andamento, sobre a crise econômica global, o terceiro ciclo abordará o tema da Defesa Nacional.

Durante a audiência pública prevista para o dia 29, Amorim apresentará aos senadores da comissão as principais diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa e os projetos do governo para o setor ao longo dos próximos anos. Essa exposição foi requerida pelo presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL).

Além da Estratégia Nacional de Defesa, deverão ser abordados nos painéis que comporão o terceiro ciclo temas como o papel das Forças Armadas no Brasil, a vigilância das fronteiras, os planos para a proteção das reservas brasileiras de petróleo na camada pré-sal e a participação das Forças Armadas brasileiras em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os convidados estarão representantes dos militares, de diversas universidades nacionais e da indústria brasileira de defesa.

Economia

O segundo ciclo de debates, ainda em andamento, continua nesta segunda-feira (12), com um painel intitulado “A União Europeia e o Euro – Crise na Grécia, situações de Irlanda, Portugal, Espanha e Itália e suas implicações na África”. Foram convidados para o debate os professores José Manuel Gonçalves, da Universidade Cândido Mendes; Frederico Gonzaga, da Universidade Federal de Minas Gerais; Isaías Coelho, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo; e Winston Fritsch, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

Dentro de uma semana deverá ser realizado o último painel do segundo ciclo de debates. O tema será o panorama energético internacional.

Fonte: Agencia Senado

Dez anos depois do 11/9, Al Qaeda é uma sombra do que já foi

MARK HOSENBALL

Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a rede Al Qaeda está desfalcada das suas principais lideranças e quase certamente seria incapaz de realizar outro ataque semelhante, segundo especialistas dos EUA e Europa.

No entanto, a ameaça de atentados espetaculares, simultâneos e com muitas vítimas agora foi substituída por novas preocupações –as violentas “filiais” do grupo e os “lobos solitários” radicais, por exemplo.

Um exemplo dessas preocupações surgiu na quinta-feira, quando autoridades dos EUA disseram haver uma ameaça crível, mas não confirmada, envolvendo Washington e Nova York –os dois alvos dos ataques do 11 de Setembro, que completam dez anos no domingo.

Autoridades dizem também que informações colhidas na ação militar que matou Osama bin Laden em maio no Paquistão mostram que a Al Qaeda pretendia realizar um novo ataque nos EUA na época do décimo aniversário, mas não se sabe se isso chegou a ser efetivamente planejado.

“A Al Qaeda central nunca esteve tão fraca, ela foi surrada até a submissão”, disse Roger Cressey, ex-funcionário de contraterrorismo da Casa Branca, referindo-se aos bombardeios teleguiados da CIA no Afeganistão e Paquistão.

Segundo ele, logo depois do 11 de Setembro as principais ameaças eram, pela ordem, a Al Qaeda central, suas afiliadas e indivíduos radicais autônomos. “Hoje a ordem contrária é verdadeira”, acrescentou.

A decadência da Al Qaeda, rede islâmica surgida na luta de militantes árabes contra os soviéticos na década de 1980 no Afeganistão, vai além da morte de seu criador pelos EUA.

O marco mais recente disso foi o bombardeio do mês passado, no Paquistão, que matou o líbio Atiyah abd al Rahman, apontado como novo número 2 da Al Qaeda depois da ascensão de Ayman al Zawahri à liderança máxima, no lugar de Bin Laden.

Uma importante fonte oficial dos EUA disse, sob anonimato, que a morte de Rahman foi importante porque, diferentemente de Bin Laden, ele tentava operar fora do radar das agências ocidentais de espionagem. Mesmo assim, foi identificado, localizado e morto.

Mas o vácuo criado pela desintegração do comando central da Al Qaeda está sendo preenchido por “franquias” da rede, segundo autoridades de contraterrorismo.

“O movimento alimentado por uma ideologia comum se transformou mais em uma hidra da Al Qaeda, com o velho núcleo enfraquecido, mas novas franquias e indivíduos inspirados (por essa ideologia) assumindo o manto da jihad mundial”, disse Juan Zarate, que foi assessor de contraterrorismo no governo de George W. Bush, referindo-se à serpente de várias cabeças da mitologia grega.

Propagandistas e apologistas da Al Qaeda também estabeleceram nos últimos anos uma formidável presença na internet para promover a ideologia do grupo e doutrinar novos militantes.

Fonte: Reuters via Folha São Paulo

11 de setembro: Cinco teorias de conspiração

Dez anos depois dos ataques de 11 de setembro no Estados Unidos, diversas teorias conspiratórias continuam populares.

De um modo geral, as formulações se concentram em torno de supostas “perguntas não respondidas” pelos relatórios sobre o incidente e sugerem que o governo americano pode ter planejado os ataques juntamente com o exército.

Conheça as cinco teorias conspiratórias mais proeminentes que circulam em comunidades online.

1. Falha ao interceptar os aviões sequestrados

A pergunta: Por que a força aérea mais poderosa do mundo não conseguiu interceptar nenhum dos quatro aviões sequestrados?

O que os teóricos da conspiração dizem: O vice-presidente dos Estados Unidos na época, Dick Cheney, teria dado ordens para que o Exército não tentasse recuperar os aviões das mãos dos sequestradores.

O que os relatórios oficiais dizem: Este foi um sequestro múltiplo incomum, com violência a bordo, e no qual o transponder, que transmite a localização exata do avião, foi desligado ou alterado.

Um exercício militar de rotina também estava acontecendo no mesmo dia do comando da defesa aérea americana e teria havido confusão e falta de comunicação entre o controle de tráfego aéreo civil (FAA) e o Exército.

O equipamento do Exército também estava obsoleto e foi planejado para procurar sobre o oceano por ameaças na Guerra Fria, segundo oficiais.

2. A queda das Torres Gêmeas

A pergunta: Por que as Torres Gêmeas caíram tão rapidamente e dentro da própria área que ocupavam, após incêndios em poucos andares que duraram somente uma ou duas horas?

O que os teóricos da conspiração dizem: As Torres Gêmeas foram destruídas por demolições controladas.

As teorias se referem ao desmoronamento rápido dos prédios (que durou cerca de 10 segundos) e aos incêndios relativamente curtos (56 minutos no World Trade Center 2 e 102 minutos no World Trade Center 1).

Além disso, haveria relatos de pessoas que teriam ouvido sons de explosões antes da queda e objetos sendo arremessados violentamente para fora de janelas nos andares inferiores.

O que os relatórios oficiais dizem: Um inquérito extenso feito pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia concluiu que os aviões romperam e danificaram colunas de suporte do edifício e deslocaram materiais à prova de fogo.

Cerca de 39 mil litros de combustível de avião foram espalhados por diversos andares, dando início a incêndios generalizados. As temperaturas de até mil graus Celsius fizeram com que o piso dos andares cedesse e as colunas se curvassem, provocando os sons de “explosões”.

O peso dos pisos de cada andar criou um peso muito maior do que as colunas dos edifícios foram projetadas para sustentar. Objetos foram expulsos pelas janelas dos andares inferiores na medida em que os andares de cima desmoronavam.

Além disso, as demolições controladas são sempre iniciadas dos andares de baixo até os de cima, ao contrário do desmoronamento das Torres.

Nenhuma evidência de explosivos foi encontrada nos edifícios, apesar das buscas. E tampouco há evidência de rompimento proposital de quaisquer colunas ou paredes, o que é feito rotineiramente em uma demolição controlada.

3. O ataque no Pentágono

A pergunta: Como um piloto amador pode ter feito uma manobra complicada em um avião comercial e lançado o avião sobre o quartel-general das forças armadas mais poderosas do mundo – 78 minutos depois do primeiro relato de um possível sequestro – e não ter deixado nenhum vestígio?

O que os teóricos da conspiração dizem: Não foi um Boeing 757 comercial que atingiu o edifício, mas sim um míssil, um pequeno caça ou um avião não tripulado.

No entanto, depois que evidências comprovaram que o voo número 77 da American Airlines realmente atingiu o Pentágono, o foco desta teoria mudou para a discussão sobre a dificuldade de executar a manobra de aproximação.

Pessoas que acreditam na conspiração dizem que o avião estava sob o controle do Pentágono, e não da Al-Qaeda.

O que os relatórios oficiais dizem: Destroços do avião, incluindo as caixas pretas, foram encontrados no local do acidente e catalogados pelo FBI.

Apesar de algumas filmagens iniciais do acidente não mostrarem os destroços, ainda há vídeos e fotografias que mostram as evidências do trajeto que o avião fez durante o choque com o edifício, como postes quebrados, segundo oficiais.

Os restos da tripulação e dos passageiros do voo foram encontrados e identificados pelo DNA. Testemunhas também viram o avião atingir o Pentágono.

4. O quarto avião – Voo 93 da United Airlines

A pergunta: Por que a queda do quarto avião sequestrado, em Shanksville, na Pensilvânia, foi tão pequena e por que os destroços do avião não foram vistos?

O que os teóricos da conspiração dizem: O voo 93 da United Airlines foi derrubado por um míssil e se desintegrou em pleno ar, espalhando os destroços sobre uma área extensa.

O que os relatórios oficiais dizem: Há fotografias claras que mostram os destroços do avião e o gravador de voz da cabine do piloto, que foi recuperado, mostrou que houve uma revolta dos passageiros e que os sequestradores derrubaram o avião deliberadamente.

Teorias iniciais de que os destroços haviam sido espalhados por quilômetros de distância do local principal da queda se provaram falsos.

Na verdade, o vento jogou alguns destroços leves como papéis e materiais de isolamento por cerca de dois quilômetros.

Outra teoria foi baseada em uma frase do médico-legista local, Wally Miller, que foi citada incorretamente. Ele disse que parou de ser um médico-legista cerca de 20 minutos depois de chegar ao local porque não havia corpos.

Mas ele também disse que percebeu rapidamente que o que aconteceu foi um acidente de avião e que seria preciso organizar um grande funeral para as vítimas.

O exército diz ainda que nunca deu ordens para que a força aérea derrubasse o avião comercial.

5. O colapso do edifício 7 do World Trade Center

A pergunta: Como é possível que um arranha-céu que não foi atingido por um avião tenha desmoronado tão rapidamente e simetricamente, quando nenhum outro prédio revestido de aço caiu por causa de incêndios?

O que os teóricos da conspiração dizem: O edifício 7 do World Trade Center foi destruído por uma demolição controlada usando explosivos e materiais inflamáveis.

O foco da teoria inicialmente era uma frase dita pelo dono do prédio, Larry Silverstein, em uma entrevista de TV. Ele falava sobre a retirada dos bombeiros do edifício, mas a expressão que utilizou fez com que sua fala fosse interpretada como uma alusão ao momento em que os explosivos foram detonados.

Agora o foco mudou para a velocidade do colapso do edifício, que esteve próxima à velocidade de queda livre durante 2,25 segundos. Argumenta-se que somente explosivos poderiam fazer com que o prédio desmoronasse tão rapidamente.

Alguns cientistas , que são céticos quanto ao relato oficial, examinaram quatro amostras de poeira do Marco Zero e dizem ter encontrado material termítico, que reage violentamente em contato com o calor.

Eles dizem ainda que toneladas de materiais explosivos foram colocados dentro não só do WTC7, mas também das Torres Gêmeas.

O que os relatórios oficiais dizem: Uma investigação de três anos feita pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia concluiu que o prédio desmoronou por causa de incêndios incontroláveis, que foram causados pelo colapso da torre norte e que queimaram o prédio por sete horas.

Os encanamentos que levavam água até o irrigador de emergência foram rompidos. Não foram encontradas evidências de cargas explosivas e não há registro da série de explosões que seriam esperadas no caso de uma demolição controlada.

Também haveria uma explicação para o “material termítico” que os cientistas encontraram na poeira – é só um tipo de tinta básica.

Calcula-se que 1,2 milhão de toneladas de materiais de construção foram pulverizados no World Trade Center e a maioria dos minerais que estavam nos materiais estão presentes na poeira.

Uma amostra mais extensa da poeira não achou evidências de explosivos, de acordo com um relatório do Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos e com outro relatório, produzido pela empresa de inovação científica RJ Lee.

Fonte: BBC Brasil via Defesanet