Brasil vota a favor de reconhecimento de governo interino líbio na ONU

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A representação do Brasil na ONU votou nesta sexta-feira a favor do reconhecimento do governo de transição da Líbia como representante oficial do país.

Com a medida, os integrantes do Conselho Nacional de Transição (CNT), criado por opositores do coronel Muamar Khadafi e que governa a Líbia interinamente, falarão em nome do país na Assembleia Geral da ONU, que será aberta na próxima semana.

Em agosto, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que já mantinha contatos informais com representantes do movimento contrário a Khadafi, embora não reconhecesse o CNT como governo líbio.

O reconhecimento do governo interino foi obtido na ONU por 114 votos a 17, a despeito da oposição de parte dos países da América Latina e da África, e permitirá que o presidente do CNT, Mustafa Abdul-Jalil, participe da Assembleia Geral, em Nova York.

Ainda nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU suavizou diversas sanções contra a Líbia, incluindo as direcionadas à estatal de petróleo e ao Banco Central do país.

Formado por 15 países, o Conselho aprovou ainda, por unanimidade, uma resolução que estabelece uma missão de auxílio da ONU na Líbia.

Fonte: BBC Brasil

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Guerrilheiros das Farc morrem após bombardeio a acampamento

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Dez guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – entre os quais estaria o chefe de uma frente – morreram após uma operação conjunta da Força Aérea Colombiana (FAC) com a polícia, no departamento de Nariño, fronteira com o Equador, segundo foi divulgado nesta quinta-feira.

O site do periódico Diario del Sur, o principal dessa região da Colômbia, destaca que os guerrilheiros mortos pertenciam à frente 48 das Farc e que foram bombardeados quando estavam em um acampamento situado na zona rural de Ipiales. A versão precisa que o ataque aéreo aconteceu na noite da quarta-feira no setor compreendido entre La Estrella e Santa Bárbara, perto da fronteira com o Equador.

Entre os mortos estaria o comandante da frente 48, conhecido como “Euclides”, que sucedeu ao guerrilheiro conhecido como “Oliver Solarte”, abatido pelas forças militares no início deste ano. Quatro corpos de supostos guerrilheiros já foram resgatados e levados ao vizinho departamento de Putumayo, onde serão feitas as autópsias.

Em Bogotá, fontes militares e policiais consultadas pela Agência EFE asseguraram que houve um bombardeio contra um acampamento das Farc nas cercanias da fronteira com o Equador, mas disseram que os detalhes serão fornecidos logo mais pelo próprio ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

Fonte: EFE via Defesanet

Al-Qaeda lança vídeo para marcar ataques de 11 de setembro

A rede Al-Qaeda divulgou um vídeo para marcar os 10 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, afirmou um grupo americano de monitoramento.

Batizado de O Amanhecer da Vitória Iminente, o vídeo foi divulgado em sites de jihadistas (que defendem visões extremistas de guerra religiosa contra o Ocidente) e traz uma imagem estática do sucessor de Osama Bin Laden na liderança do grupo, Ayman al-Zawahiri.

Ele também traz imagens de Bin Laden alertando os americanos que eles correm o risco de “se tornarem escravos” de corporações.

O grupo de monitoramento, Site Intelligence, diz que a imagem de Bin Laden parece ser parte do mesmo material encontrado pelos americanos em seu esconderijo no Paquistão e que foi divulgado sem som.

‘Derrota’

O Site Intelligence afirma que no vídeo de 62 minutos, Zawahiri, que se tornou o homem mais procurados pelos EUA desde a morte de Bin Laden em maio, elogia os levantes árabes.

“Zawahiri… declarou que, contrário ao que vem sendo divulgado pela mídia, a Al-Qaeda apoia as revoluções e espera que elas estabeleçam o verdadeiro Islã e governanças baseadas na sharia (leis religiosas)”, segundo a agência de notícias AFP, citando o Site Intelligence.

“As revoluções populares são uma forma de derrota para os Estados Unidos, assim como foram os ataques de 11 de setembro e a visível falta de sucesso no Afeganistão e no Iraque.”

Alguns analistas dizem que as revoluções no mundo árabe enfraqueceram a Al-Qaeda.

Integrantes do governo americano afirmaram que havia evidências suficientes de que a Al-Qaeda pretendia cometer um novo atentado em alguma cidade dos EUA para marcar os 10 anos dos ataques de 11 de setembro.

No entanto, o Site Intelligence não menciona nenhuma ameaça específica na análise do vídeo.

Fonte: BBC Brasil

Brasileiro que chefiará comissão da ONU diz esperar colaboração da Síria

João Fellet

Nomeado nesta segunda-feira para chefiar uma comissão que investigará violações de direitos humanos por forças de segurança na Síria, o cientista político brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro diz esperar que Damasco colabore com o grupo.

“Nesses anos todos, sempre tenho repetido aos Estados: é muito melhor colaborar, para que tenham sua voz refletida no relatório, do que não colaborar”, afirmou ele à BBC Brasil.

O envio de uma comissão para investigar denúncias de torturas, agressões e mortes de manifestantes (em sua maioria pacíficos) contrários ao regime do líder sírio, Bashar Al-Assad, foi aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 23 de agosto.

Segundo a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, mais de 2.600 pessoas foram mortas no país nos últimos seis meses em protestos pela renúncia de Assad, cuja família está no poder há 41 anos.

De acordo com Pinheiro, a comissão de inquérito deve se reunir nos próximos dias em Genebra para definir como atuará e iniciar negociações com o governo Assad sobre uma visita à Síria.

Em abril, o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou uma resolução em que pediu o envio de uma missão para investigar supostos crimes cometidos pelas forças de segurança sírias.

No entanto, Damasco jamais aceitou receber a missão investigativa.

Para o brasileiro, porém, “a conjuntura hoje é outra”. Ele afirma que a nova comissão, que tem atribuições mais amplas que a anterior, deve investigar os confrontos ocorridos entre março e os dias atuais.

Relatório

Segundo Pinheiro, as investigações resultarão num relatório que deve ser apresentado até o fim de novembro. Os especialistas pretendem reunir provas, fazer recomendações e apontar os responsáveis pelas violações de direitos humanos.

Pinheiro, que é pesquisador e professor universitário, disse ainda avaliar que o Brasil está “desempenhando um papel relevante” ao lado de outros países no sentido de buscar uma solução para os conflitos na Síria.

Além do brasileiro, que em 2007 foi relator especial da ONU sobre os direitos humanos em Mianmar, integrarão a comissão o turco Yakin Erturk, ex-relator especial da ONU sobre violência contra mulher, e a americana Karene Abu Zeid, ex-comissária-geral de Ajuda e Trabalho da organização.

Fonte: BBC Brasil

Talebã ataca embaixada americana e Otan em Cabul

Militantes do Talebã tentaram atacar a Embaixada dos Estados Unidos e o quartel-general da Otan no centro da capital do Afeganistão, Cabul, na manhã desta terça-feira.

As informações falam da ocorrência de explosões e trocas de tiros nos arredores da embaixada e do quartel da Otan.

Acredita-se que insurgentes estejam escondidos dentro de um prédio na área, de onde estariam coordenando a ação de vários homens-bomba e militantes armados.

O ataque desta terça-feira ocorre algumas semanas depois do atentado no escritório do Conselho Britânico em 19 de agosto, quando homens-bomba mataram 12 pessoas.

O Talebã também assumiu a responsabilidade por este ataque, dizendo que ele marcava o aniversário da independência do país em relação à Grã-Bretanha em 1919.

Ação coordenada

Segundo o correspondente da BBC em Cabul, Quentin Sommerville, o episódio de violência desta terça-feira parece ser um ataque complexo envolvendo uma série de homens-bomba.

Ele afirma que alguns insurgentes se refugiaram em um edifício parcialmente construído que dá acesso a uma vista para a área central da cidade, de onde eles poderiam coordenar as ações dos militantes.

Sommerville também diz ter visto lança-granadas sendo disparados no local.

Relatos iniciais sugerem que pelo menos quatro homens-bomba estiveram envolvidos no ataque, com um deles supostamente detonando um colete com explosivos em um táxi.

Além do quartel-general da Otan, da embaixada americana e de outras embaixadas, o centro da cidade também abriga prédios de diversos ministérios e o palácio presidencial do Afeganistão.

Fonte: BBC Brasil

11 setembro 2001

Memorial vitimas WTC

Por Sagran Carvalho

Aqui nossa homenagem às vítimas do ataque hediondo ocorrido em Nova York 10 anos atrás. Não vou comentar sobre os atos em si e as consequências advindas desta agressão, há vários veículos de comunicação que tratam deste tema de forma bem mais abrangente e competente.

Quero deixar apenas minha indignação:

Um absurdo que  em pleno século XXI a humanidade ainda mata em nome de Deus. Em certos aspectos ainda vivemos na Idade Média.

Ataques de 11 de setembro incentivaram brasileiro a lutar pelos EUA no Iraque

Alessandra Corrêa

No dia 11 de setembro de 2008, exatamente sete anos após os atentados contra Nova York e Washington que mataram quase 3 mil pessoas, o brasileiro Bruno Bonaldi desembarcava no Iraque como integrante de um batalhão de fuzileiros navais americanos enviados para lutar no país.

A temporada de sete meses na província iraquiana de Al-Anbar foi a realização de um sonho iniciado ainda na adolescência e que se tornou mais forte com os ataques de 11 de setembro de 2011.

“Quando aconteceu tudo aquilo em 2001 e quando foi confirmado, depois, que foi um ataque, um ato terrorista, eu passei a ter uma vontade ainda maior de me alistar e de poder lutar pelo país”, disse Bonaldi, 29 anos, à BBC Brasil.

Dez anos após os atentados, de volta à casa onde vive com a mulher, a também brasileira Ana Paula, em Little Falls, no Estado de Nova Jersey, Bonaldi, que hoje é cidadão americano, diz que os eventos de 11 de setembro o tornaram mais patriota.

“Não nasci aqui, mas eu acho que sou ainda mais patriota hoje do que eu seria (se os atentados não tivessem acontecido)”, diz Bonaldi.

Trajetória

Nascido em Paranaguá, no Estado do Paraná, Bonaldi chegou aos Estados Unidos aos 11 anos de idade, com a mãe e os irmãos.

“Somos quatro irmãos, eu sou o mais velho. Meu pai já estava aqui havia cerca de oito meses e durante esse período juntou dinheiro para poder mandar nos buscar”, relembra.

No início, a adaptação ao novo país foi difícil.

“Eu sempre tinha aquela mentalidade de um dia voltar para o Brasil. Pensava: ‘Meus pais ficando ou não aqui, eu vou embora’. Minha vontade era sempre ir embora”, diz.

A mudança veio no segundo ano do Ensino Médio, quando o então adolescente assistiu a uma palestra na escola sobre as Forças Armadas e, mais especificamente, os Marines – como os fuzileiros navais são chamados nos Estados Unidos.

“Naquele momento eu já sabia que aquilo era o que eu queria para mim”, diz Bonaldi.

Bonaldi terminou o Ensino Médio em 2001, mesmo ano dos atentados. Imediatamente após deixar a escola, começou uma longa trajetória na tentativa de se alistar nas Forças Armadas.

Carta a Bush

A realização do sonho, porém, levou vários anos e incluiu algumas decepções. Até 2006, Bonaldi estava em situação ilegal nos Estados Unidos e não podia, portanto, se alistar.

“Desde 2001 tentei inúmeras vezes me alistar, mesmo sendo ilegal, mas sem sucesso”, diz.

O soldado conta que chegou a enviar uma carta ao então presidente George W. Bush explicando sua situação e pedindo ajuda.

“Escrevi dizendo qual era a minha intenção e perguntando se alguém podia fazer alguma coisa por mim. Explicando que eu não estava atrás de Green Card, o que eu queria era me alistar mesmo.”

Ele diz que recebeu uma resposta da Casa Branca, com a orientação de procurar o serviço de imigração e seguir as regras.

Seus pais acabaram conseguindo o Green Card por meio dos empregadores e, em 2006, Bonaldi finalmente conseguiu regularizar sua situação no país e ingressar nas Forças Armadas.

Iraque

Dois anos após entrar para o Corpo de Fuzileiros Navais, Bonaldi foi enviado ao Iraque – país invadido por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos como parte da chamada “Guerra ao Terror” lançada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Na província de Al-Anbar, o batalhão do qual fazia parte era responsável pela segurança em um trecho de estrada.

Do período passado no Iraque, Bonaldi guarda a lembrança das longas jornadas em patrulhas à beira da estrada e do contato com a população local.

“O que me impressionou de cara foi a pobreza”, afirma.

“Alguns iraquianos mais velhos não acreditavam que Saddam (Hussein) já tinha sido enforcado. Achavam que era uma farsa da mídia, que ele ainda estava escondido, que iria reassumir o poder e tudo ia voltar a ser como era antes.”

Torcedor do Flamengo, Bonaldi levava na bagagem uma camisa do clube e diz que muitas vezes usou o futebol como maneira de superar a barreira da língua e se aproximar da população.

“Viam a camisa e já vinham falar de Zico”, lembra.

Balanço

Passados dez anos dos atentados que levaram à invasão do Iraque – e do Afeganistão – Bonaldi diz que a ação militar da qual fez parte valeu a pena.

“Acho que valeu a pena tanto para mim, porque realizei um sonho, foi um aprendizado enorme, quanto para o próprio país, que está livre de um governo que maltratou muito o povo”, afirma.

A morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em maio deste ano – em uma operação de forças americanas no Paquistão –, reforçou a certeza de que seu esforço no Iraque foi válido.

“O papel que eu cumpri lá (no Iraque) eu acho que valeu a pena. Ele (Bin Laden) foi morto, eu acho que conseguimos tirar um tirano”, afirma.

No entanto, Bonaldi diz acreditar que ainda há trabalho pela frente no que diz respeito à luta contra o extremismo. “Ele se foi, a Al-Qaeda fica.”

Hoje Bonaldi faz parte de um batalhão da reserva, em Nova Jersey. Sobre a dupla cidadania, diz que se sente meio americano e meio brasileiro.

“Eu diria que é meio a meio, porque eu nunca esqueci do Brasil”, afirma. “Amo o país onde nasci, mas amo aqui também. É um país que me deu oportunidades e que vai dar oportunidades para a minha família.”

Fonte: BBC Brasil