SAAB oferece bolsas de estudos para brasileiros

A empresa sueca Saab, em conjunto com as iniciativas “Plano Brasil Maior” e “Ciência sem fronteiras”, contribuirá com mais de 100 bolsas de pesquisa na Suécia para brasileiros estudantes de doutorado, pós-doutorado e pesquisadores sêniores durante os próximos três anos.

O programa de bolsas de pesquisa será coordenado pelo Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB), recém-inaugurado em São Bernardo do Campo, uma iniciativa da Saab que conecta indústrias, academia e instituições públicas suecas e brasileiras.

O envolvimento industrial no CISB assegurará que as bolsas de pesquisa tenham um foco claro em inovação, contribuindo para o fortalecimento das bases industriais de ambos os países. A estreita cooperação entre academia, indústria e instituições públicas (tripla hélice) para encontrar novos desafios de inovação é uma das marcas do Sistema de Inovação Sueco e também do CISB.

“Nós esperamos que estas bolsas sejam a pedra fundamental para o aprimoramento e estabelecimento de uma cooperação científica e tecnológica de longo prazo entre instituições brasileiras e suecas”, disse Håkan Buskhe, presidente da Saab.

Sobre a Saab

A Saabatende ao mercado mundial, oferecendo produtos, serviços e soluçõeslíderes de mercado, que vão desde defesa militar a segurança civil. A Saabmantém operações e funcionários em todos os continentes e está constantemente desenvolvendo, adotando e aperfeiçoando novas tecnologias para atender às necessidades em contínua evolução de seus clientes.

Fonte: Defesanet

Líderes de movimento contra corrupção prometem manter pressão popular

 

Por Agência Brasil

BRASÍLIA – Após catalisar a insatisfação popular com a corrupção e a impunidade e estimular milhares de pessoas a aproveitarem o Dia da Independência para protestar, os idealizadores da Marcha Nacional Contra a Corrupção garantem que, se depender deles, a pressão popular por mudanças vai continuar.

“Nossa ideia agora é aproveitar a grande adesão e partir para manifestações pontuais, tentando mudar aos poucos as leis atuais. A marcha foi um evento genérico contra a corrupção. Agora, iremos atrás de mudanças efetivas”, explicou Luciana Kalil, uma das organizadoras do ato. Segundo ela, o grupo planeja colher assinaturas para apresentar projetos de lei de iniciativa popular com o objetivo de, por exemplo, extinguir o voto secreto na Câmara dos Deputados e no Senado.

Segundo José Jance Marques, que ajudou na divulgação da marcha, os organizadores planejam esperar a reação dos políticos, “que devem ter entendido o recado”, para então planejar os próximos protestos. “A cobrança tem que continuar e, depois de ontem, não dá para deixar passar em branco essa oportunidade. A ideia é sim fazer outros atos”, disse Jance, lembrando que a página da marcha no site de relacionamentos Facebook continuará ativa.

Promovida em várias cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a marcha levou, somente em Brasília, entre 25 mil e 30 mil pessoas à Esplanada dos Ministérios. Precisar o número exato de participantes é quase impossível já que, na capital federal, muita gente que assistia ao desfile oficial de 7 de Setembro aderiu ao protesto.

“O resultado foi positivo e nos surpreendeu demais. Com a adesão de parte do público que estava na Esplanada para assistir ao desfile, conseguimos fazer com que o número de participantes fosse muito maior que as 25 mil confirmações que tínhamos no Facebook”, avaliou Luciana, destacando que a marcha obteve inclusive a atenção da imprensa internacional, com pedidos de entrevistas feitos por jornais da Alemanha, dos Estados Unidos e da Argentina.

Para Luciana, a população está cansada e descrente com as tradicionais formas de organização política e, por isso, não cabia criticar alguém em particular na manifestação. “Fomos procurados por alguns partidos e políticos que queriam que levantássemos bandeiras específicas, contra alguém em particular, mas nunca aceitamos isso. Conseguimos realizar uma marcha apartidária.”

O apartidarismo levou Luciana e outros organizadores a ouvir acusações de não terem “formação política”, o que ela admite, e não vê como algo ponto negativo. “Eu realmente não tenho muito conhecimento sobre os partidos políticos e nunca havia participado de manifestações. Fizemos a coisa toda de forma amadora e não sabíamos nem o que fazer quando vimos tanta gente reunida. Só que, além da indignação, foi justamente o caráter apartidário da marcha que motivou tanta gente a participar. Ninguém ali queria empunhar a bandeira de qualquer partido, mas sim, a do Brasil.”

Para o cientista político Luciano Dias, o desafio dos organizadores da marcha será transformar a manifestação apartidária de insatisfação popular em algo capaz de promover transformações políticas reais. Para ele, embora seja uma iniciativa importante, a crítica genérica à corrupção é pouco eficaz.

“A marcha foi uma iniciativa importante. A questão agora é se essa manifestação conseguirá se tornar um movimento político. E, para isso, é preciso ter um objetivo claro, como a aprovação de uma nova legislação anticorrupção”, destacou o especialista.

Sobre a diferença entre a marcha e outras iniciativas que não obtiveram o mesmo respaldo popular, como a tentativa de partidos de oposição de instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), o cientista respondeu que a “a oposição não tem legitimidade para liderar um movimento contra a corrupção, pois ela também tem problemas nesse sentido”.

O apoio de entidades civis como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), segundo Luciana, só se concretizou nos últimos dias antes da marcha e foi mais de ordem institucional. Tanto que, garante ela, foram os próprios manifestantes que contribuíram para a confecção de cerca de 20 mil panfletos de divulgação do ato e para a compra do tecido e da tinta usada para as faixas contra a corrupção.

“Durante todo o tempo, destacamos muito a responsabilidade de cada um e que qualquer mudança só será possível com a união do povo. Deu para ver que está todo mundo insatisfeito e que há uma vontade de mudança muito grande, afirmou a vendedora autônoma.

Fonte: Agência Brasil

Pelo Voto Distrital no Brasil

Artigo originalmente publicado na Folha de SP em 27/08/11, por Felipe Salto e José Emygdio de Carvalho Neto:

Somos contrários à proposta de reforma do sistema eleitoral do deputado Henrique Fontana (PT-RS), pois, se aprovada, pioraria os já conhecidos problemas de nosso sistema eleitoral. Segundo a proposta, o eleitor votaria duas vezes.

O primeiro voto seria computado como hoje; no segundo voto, em lista, o eleitor perderia o direito de eleger diretamente seus candidatos. Mas quem escolheria essa lista? Os caciques dos partidos.

A proposta não parece ser produto de estudos de sistemas eleitorais, mas de uma tentativa de acomodação de interesses.

Nossa proposta é bastante distinta e com objetivos bem claros.

Vemos no voto distrital uma poderosa ferramenta para reduzir o custo das campanhas eleitorais e motivar uma maior fiscalização por parte do eleitor sobre o trabalho do político. A sociedade tem se mostrado propensa a esse debate. Tal propensão ao “novo”, como temos chamado, é o que se vê no movimento #EuVotoDistrital.

O sistema eleitoral proporcional, que é o atualmente empregado no Brasil, permite que votemos em candidatos a deputados federal, estadual e a vereador, mas também em suas legendas, se desejarmos.

Extremamente confusa, a mudança para proporcional misto só pioraria um sistema em que já é difícil entender como nosso voto contribui para eleger representantes.

Com o voto distrital, seria fácil entender os caminhos do voto, e o custo de acompanhar o processo eleitoral, pela facilidade do sistema (o mais votado em dois turnos ganha no distrito), seria bem menor.

Na prática, o eleitor precisaria acompanhar apenas um representante. Também o eleito teria incentivos para lutar pelas demandas do distrito, aproximando representante e representado.

Pelo lado dos custos das campanhas, os candidatos não teriam que percorrer todo o Estado, mas apenas uma região muito menor (o distrito), de modo que a demanda por financiamento cairia, segundo alguns estudos, de 50% a 70%.

Como funcionaria o sistema distrital (ou majoritário)? O país todo seria dividido em distritos -áreas com limitações geográficas parecidas e número similar de eleitores – de acordo com o número atual de deputados a que cada Estado tem direito. São Paulo, por exemplo, continuaria a eleger 70 representantes para a Câmara (70 distritos, sendo um por distrito).

Aliás, estamos às vésperas das eleições municipais. Por que não alterar nosso sistema eleitoral para a escolha dos próximos vereadores? Funcionaria como no caso dos deputados federais. Isto é, o eleitor escolheria seu representante distrital como se fosse o vereador do bairro (ou regiões que englobariam alguns bairros).

A sociedade quer e busca a mudança. Ela se organiza para isso. Diretas-Já, Ficha Limpa e tantos outros exemplos. Resta-nos potencializar a força que emana desse novo poder, dessa força pela mudança e pela Política (com “P” maiúsculo).

Eis a inflexão que queremos ver na política nacional -fruto de uma nova postura, que é a expressão do desejo de construir um país melhor.

É essa a causa que guarda e defende o movimento livre, apartidário, que surgiu da sociedade civil e que nesse momento angaria assinaturas – o #EuVotoDistrital (www.euvotodistrital.org.br).

Milhares de cidadãos de todos os Estados do Brasil já se apresentaram para essa mudança. Agora, buscamos seu apoio para que o Congresso seja compelido a realizar a verdadeira reforma política e, acima de tudo, para que façamos da nova política que queremos ver a próxima grande mudança liderada pela sociedade em benefício da democracia no Brasil!

FELIPE SALTO, economista pela EESP/FGV-SP e mestrando em administração pública e governo também pela FGV, é analista da Tendências Consultoria e cofundador do Instituto Tellus.

JOSÉ EMYGDIO DE CARVALHO NETO, formado pela FGV em administração pública e graduado pela Universidade Georgetown (EUA) em seu Global Leadership Program, é cofundador do Instituto Tellus e coordenador de mobilização do Centro de Liderança Pública. Ambos são membros do movimento #EuVotoDistrital.

Fonte: Blog #Eu Voto Distrital

Jovens querem reunir 1 milhão de assinaturas pelo Voto Distrital

Eles vêm de várias classes sociais e têm diferentes profissões. Em comum, o desejo de ver a política mais próxima do dia-a-dia do brasileiro e cada vez mais longe dos escândalos retratados nos meios de comunicação. Se para muitos discutir política é algo considerado pouco amistoso e popular, para esse grupo a tarefa tornou-se leve, descontraída e até divertida.
Batizado de “Eu Voto Distrital”, o Movimento nasceu em 2010, antes das eleições presidenciais e de o Congresso Nacional ter agendado em sua pauta a Reforma Política. Hoje, o #EuVotoDistrital vem ganhando cada vez mais força, com mais adeptos dispostos a se engajar no debate sobre a mudança do sistema de votação no Brasil.
O Movimento, que é adepto da “comunicação não violenta”, aposta na mobilização em rede, com muito uso da internet, e baseia-se na crença de que a política pode, sim, encontrar os sonhos dos brasileiros todos os dias, entrando de forma prazerosa e rápida, porém efetiva, no cotidiano das pessoas; nas escolas, faculdades, rodas de amigos.

Eleição direta

Dentro do vasto elenco de propostas da Reforma Política, o grupo elegeu uma bandeira específica: a mudança do sistema eleitoral brasileiro de Voto Proporcional para Voto Distrital.
No Sistema Proporcional, em vigência no Brasil, há uma desconexão entre o político e a população, já que na confusão da fórmula eleitoral o eleitor não sabe quem elegeu e o deputado ou vereador não sabe objetivamente quem representa, tornando a fiscalização mais difícil.
Esta mesma fórmula ajuda politicos com pouca representatividade, e especialmente aqueles envolvidos em escândalos, que acabam por se eleger na carona dos chamados “puxadores de votos”: “celebridades” que carregam com elas outros candidatos. Exemplo disso foi o conhecido “efeito Tiririca”, estratégia utilizada nas últimas eleições do Congresso Nacional, onde muitos eleitores de São Paulo, achando que estavam fazendo um voto de “protesto”, elegeram dezenas de envolvidos no escândalo do Mensalão devido ao “voto de legenda”.
Outro problema é que, com o voto proporcional, os custos da campanha para o Legislativo no Brasil estão entre os mais altos do mundo.
Com o Voto Distrital, os estados e municípios serão divididos em regiões (distritos), onde a população elegerá seus representantes para as Assembléias Legislativas, Câmara de Deputados e de Vereadores pela maioria dos votos. Assim, de forma direta, o eleitor se aproximará do politico, a fiscalização aumentará, as campanhas políticas ficarão mais baratas, e deixarão de existir os partidos de aluguel e os puxadores de votos.

#EuVotoDistrital

O Movimento é baseado em dois princípios que norteiam todas as ações do grupo:
1) No conceito de Rede Distribuída – onde não há lideranças ou liderados, mas sim um agrupamento de pessoas dividido por frentes de trabalho, funcionando a partir da doação do melhor que cada um pode fazer pela causa, seguindo uma mensagem única.
2) Na Comunicação Não Violenta – Inspirado nos movimentos não-violentos de Mahatma Gandhi e Martin Luther King, o movimento #euvotodistrital usa a comunicação não–violenta para expressar suas ideias, propostas, visão, argumentos e opinião.
O grupo se organiza virtualmente, trocando conteúdos, materiais de mobilização e ideias de ação. Além disso, o “Eu Voto Distrital” tem dois suportes aos mobilzadores: ArgumentAÇÃO (debate training) e FacilitAÇÃO (treinamento de mobilizadores para melhorar a retenção e comprometimento de cada grupo de voluntários).
“O movimento escolheu uma estratégia de mobilização diferente. Não acreditamos que uma mudança desse tipo deva ser feita de cima para baixo, pois não é uma questão de mudar uma Lei ou fórmula, e sim uma mudança de comportamento da sociedade”, diz a mobilizadora Beatriz Pedreira, uma das jovens engajadas no “Eu Voto Distrital”.
Já são mais de 20 mil pessoas engajadas no #Euvotodistrital e todos os Estados brasileiros já possuem seus representantes começando ações de maneira descentralizada e espontânea.

Serviço

Conheça mais sobre o movimento em:
Página do “Eu Voto Distrital no Facebook
Página do “Eu Voto Distrital no Twitter